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| impítximã |
o sim e o não, o alfa e o ômega, a langue e a parole, o yin e o yang.
19 abril 2016
E o impeachment, ein?
05 abril 2016
o Facebook e a nossa visão de mundo
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| (Paweł Kuczyński) |
20 março 2016
E o Lula, ein?
Numa análise bem superficial, dá pra ver pelo menos dois antagonismos: de um lado os que defendem a saída de Dilma da presidência, uma vez que com os casos denunciados de corrupção a sua permanência não se sustenta; e, do outro lado desse cabo de guerra, estão os que defendem que as acusações é que não se sustentam e que ainda não há provas concretas contra ela e que ela precisa antes ser condenada para depois ser impedida. Numa outra polarização, estão os que acusam a mídia e o judiciário de serem parciais e tentarem manipular a opinião pública a fim de tirar do governo o partido que ganhou as eleições; e, nessa disputa, os contrários apontam que a justiça está apenas fazendo o seu trabalho (“agora os corruptos do pt, depois todos os outros”).
Me parece que essas polarizações só empobrecem o debate; me parece muito ingênuo acreditar em soluções tão simples pra um momento tão delicado como o que estamos vivendo. Mas, mesmo assim, na minha superficialidade e assumida ingenuidade, levanto alguns questionamentos.
As principais acusações contra o governo vieram da Operação Lava Jato (ou Lava-Jato ou Lavajato?); a principal delas vieram de um senador (ex-)petista, que, depois de ser pego, acusou todo mundo do governo no seu acordo de delação premiada. Eu questiono se não poderia existir interesses do senador em fazer essas acusações, sem poder prová-las, apenas para denigrir o governo. Ou, pior: e se lhe pagaram propina para que ele fizesse essas acusações a fim de beneficiar alguém – afinal, ele já foi preso por corrupção, não é?
E muito foi discutido sobre a quantidade de pessoas que foram às ruas. Os organizadores do protesto verde-amarelo e a mídia disseram que esse foi maior; os organizadores das manifestações vermelhas disseram que seu protesto foi mais representativo. Cada um dos dois grupos dizendo representar a vontade do povo. Concordo com o argumento de que, se fosse pra disputar em número de pessoas, deveria prevalecer o resultado das urnas em 2014.
Mas, por outro lado, quem deveria ser responsável em destituir um presidente (ou qualquer cargo eletivo) deveria ser os responsáveis por elegê-lo; assim, caberia ao povo decidir sua saída, e não o legislativo. Ou seja, o passo final do rito do impeachment deveria ser um referendo popular convocado para destituir ou não a pessoa eleita. Só que, antes, a pessoa precisaria, com direito a defesa, ser condenada judicialmente. Porque não faz sentido destituir uma pessoa eleita porque ela não agrada quem não votou nela.
Só que o debate não se encerra nesta questão, tem muita lenha pra ser jogada nessa fogueira ainda.
31 outubro 2015
Sobre ENEM e violência contra mulher e ser babaca
02 outubro 2015
A academia e a educação básica
01 outubro 2015
Livre Mercado Uber Alles
23 setembro 2011
Clandestino
12 julho 2011
Sobre o direito à fofoca
01 fevereiro 2011
Entre os Muros
Quando entrei na faculdade, eu tinha a intenção de ser professor, mas, com o passar dos anos, essa vontade foi diminuindo, justamente por não me sentir motivado e atraído em lidar com problemas como os tratados no filme. No entanto, quase que na mesma proporção que diminuiu minha vontade de dar aula para os adolescentes, aumentou meu interesse pelo primário.
24 outubro 2010
Política, política e política
O filme Tropa de Elite II é uma ótima ferramenta para desmotivar todos os lampejos de esperança em relação à política daqueles que, como eu, tiveram um momento de reflexão e concluíram que tem algo de errado no mundo e que algo precisa ser feito. A maneira como a corrupção de caráter está entranhada na política de nosso país é algo (na minha opinião nessa semana) insolúvel; teria que haver uma mudança na forma de pensar de toda uma população, uma mudança de postura, de valores. Talvez (sejamos otimistas), as próximas gerações, uma a uma, despertem aos poucos essa consciência e daqui algumas décadas isso tudo mude.
Enquanto isso, os servidores públicos de São José dos Pinhais ficaram mais de uma semana em greve – na tentativa de fazer mudar um pouco o que está errado no nosso país. As leis que regem os cargos e salários dos servidores de São José dos Pinhais estão desatualizadas e (em minha opinião) desmotivadoras. Com a revisão feita em 2004, cargos foram extintos e novos cargos foram criados; o problema se deu com os servidores contratados para esses antigos cargos: eles recebem menos que os que hoje são contratados para fazer as mesmas funções e/ou, no caso de vacância de suas vagas, empregados terceirizados são contratados.
A política de terceirizações empobrece a qualidade do serviço e, pior, abre muita margem para que o dinheiro público seja desviado. Sei que há teóricos políticos que defendem a descentralização do serviço público, que não deveria caber ao Estado a responsabilidade de todo tipo de prestação de serviço, que as terceirizações agilizam muitos processos – dada a necessidade de impessoalidade e, consequentemente, da burocracia do serviço público –, mas, por outro lado, esses mesmos teóricos são contra as altas taxas de impostos cobradas pelo Estado. Ou seja, se o dinheiro arrecadado for bem aplicado, não há a necessidade de terceirizações; o próprio serviço público pode ser prestado com qualidade. Mas não é o que pensam os neo-liberais. Não tenho embasamento suficiente para me enveredar por essa discussão, mas acho ela bastante produtiva.
Na verdade, cada um desses temas cabem em uma redação só pra ele, mas eu não estou de verdade preocupado em discutir essas mesmas coisas. Não faço questão de me lembrar disso no futuro, por isso não vou desenvolver a fundo esses temas. Registro aqui apenas para poder lembrar que minha esperança na política desse país diminui com o passar dos anos.
03 outubro 2010
Politik
Politicamente falando, ser brasileiro significa ser alguém que não acredita que possa ser possível ver uma luz no fim do túnel; significa não acreditar nas pessoas e não confiar em estranhos – assim como se espera que ninguém confie em você.
Me indigna saber que o povo de fato elegeu o Tiririca. Nada contra ele, não o conheço de verdade para poder tirar conclusões; mas acho que não podemos esperar muito de alguém que admite nem saber o que um deputado federal faz. Mas não me surpreende o fato de ele ter sido eleito: só prova que o povo que o elegeu (que somam quase um milhão de pessoas) também não sabe para que serve um deputado federal.
Brasileiro não tem cultura política. Mas não quero aqui investigar e tentar achar onde tudo começou. É apenas no quarto ano do ensino fundamental que aprendemos sobre os três poderes – depois, nunca mais! Mesmo o melhor aluno da classe, depois de, pelo menos sete anos (se ele votar com 16), não vai lembrar que um deputado faz parte do poder legislativo e não tem o poder de fazer obras. Ou seja, não adianta votar no deputado que prometeu fazer asfalto na sua rua.
E, acreditando nas conspirações contra os parâmetros curriculares nacionais, não é interessante pro governo mudar isso. Cidadãos críticos não aceitariam corrupção nem candidatos com propostas pouco promissoras nem, muito menos, candidatos que não sabem o que faz um deputado federal.
A culpa de a nossa política ser assim não é só dos eleitos, nem só dos eleitores; os dois grupos são formados por pessoas que não sabem o que querem. Falar que não gosta de política não é algo imoral em nossa sociedade; em qualquer conversa despretensiosa você vai poder dizer que não acredita na política, que você vai anular seus votos, que políticos são todos corruptos, que de nada adianta mudar os cabeças, que a sujeira vai continuar; não é feio ser apolítico.
Por isso que pra mim parece uma coisa de outro mundo o fato de ter sido o povo o responsável pelo impeachment do Collor em 1992. Se o povo nem sabe pra que serve o presidente, como pôde ter o engajamento político suficiente para ir às ruas e derrubá-lo? Eu infelizmente prefiro acreditar nas teorias de conspiração de manipulação midiática e nas lorotas de além do cidadão Kane.





